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Mulheres I: Rachel vem autografar a sua obra

Um nome maior da literatura brasileira estará na cidade dentro de um mês: Rachel de Queiroz virá no dia 18 para autografar os cinco volumes de sua obra completa, reeditada pela Editora José Olympio. A promoção é dos livreiros Tonicato Miranda e José De Biase, que com inteligência, bom relacionamento e visão cultural estão fazendo da Ipê Amarelo (Rua Comendador Araújo, 143) não só uma livraria mas um exemplar centro cultural. A promoção tem a colaboração da Associação Bamerindus, que, no ano passado, homenageou Rachel de Queiroz como patrona de seu concurso de crônicas (este ano, o homenageado será Rubem Braga). xxx A intenção de Tonicato Miranda, jornalista, escritor e que há pouco menos de um ano decidiu ingressar na área dos livros, é promover mensalmente um lançamento gabaritado na Ipê Amarelo. Para tanto, já tem uma série de escritores contatados para os próximos nove meses. Rachel de Queiroz, cearense de Fortaleza, há muitos anos não vem a Curitiba. Este ano, comemora os 60 anos de publicação de seu primeiro romance "O Quinze" - em agosto - e seus 80 anos de idade, em 17 de novembro. A Livraria José Olympio Editora, da qual é exclusiva há 50 anos, reuniu no ano passado sua obra em cinco volumes, com excelente apresentação gráfica - capas de Rogério Meier, baseados em quadros do artista primitivo cearense Chico da Silva - e com o primeiro volume tendo introdução de Antônio Carlos Villaça, artigos de Augusto Frederico Schmidt e Graciliano Ramos. No primeiro volume estão os romances "O Quinze", "João Miguel" (1932) e "O Caminho das Pedras" (1937). No segundo, "As Três Marias" (1939) e "Dora Doralina", que só viria a publicar 36 anos depois. Já o terceiro volume traz "O Galo de Ouro" - divulgado originalmente em forma de folhetim pela revista "O Cruzeiro" (1950), da qual foi por anos colaboradora e "A Donzela e a Moura Torta", primeira coletânea de suas crônicas na imprensa, publicada em 1948. Outros livros de crônicas também mostram a intensa atividade de Rachel de Queiroz neste gênero: "100 crônicas escolhidas", de 1958 e "O Caçador de Tatu" (1967) tiveram os trabalhos selecionados por Herman de Lima. Em 1964, já havia aparecido "O Brasileiro Perplexo" e mais dois outros volumes sucederam-se, "As Menininhas e outras Histórias" (1976) e "O Jogador de Sinuca"(1980), que agora retornam com o nome de "Mapinguari", no quinto volume da série, que traz também os textos das duas experiências da escritora cearense na área do teatro: "Lampeão" (1953), que teve encenações no Municipal do Rio e no Teatro Leopoldo Froes, em São Paulo - e que lhe valeu o Prêmio Saci e "A Beata Maria do Egito", publicada em maio de 1958, e encenada no Teatro Serrado, há 32 anos, com Glauce Rocha, Sebastião Vasconcelos e Jaime Costa nos papéis principais. LEGENDA FOTO - Rachel de Queiroz: vem autografar seus livros na Ipê Amarelo.
Texto de Aramis Millarch, publicado originalmente em:
Estado do Paraná
Almanaque
Tablóide
3
21/03/1990

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